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Archive for setembro, 2012

28
set

O ex-ministro do governo Collor conta como foi ficar a frente de dois ministérios

Esta semana, Alceni Guerra, ex-ministro do governo Fernando Collor de Melo, deu uma entrevista para a repórter do G1. Ele contou tudo o que viveu durante o tempo em que foi ministro da Saúde e da Criança, como tentou convencer os dois irmãos deputados a não votarem pelo impeachment do Presidente e as dificuldades enfrentadas em sua gestão.

Alceni fala que sempre foi grato pela indicação do ex-presidente para o Ministério da Saúde e posteriormente para o da Criança. “Foi o primeiro governo em mais de 50 anos que tinha superávits mensais. Eu era o ministro mais prestigiado no governo, recebia todas as sobras de orçamento, e tinha dois ministérios acumulados. Tinha obrigação moral [de apoiar Collor]”, afirma Alceni Guerra.

O ex-ministro diz ter uma veneração por Fernando Collor, pelas conquistas que teve durante seu governo e pela oportunidade dada ao assumir dois ministérios. “O Presidente sempre me tratou com a maior lisura, nunca me pediu uma vírgula fora do lugar. Se agindo assim comigo o Presidente não fosse respeitado, o mau caráter seria eu mesmo”, afirma Alceni.

Durante sua gestão a frente dos ministérios, Guerra enfrentou diversos problemas, o maior foram as acusações de que teria superfaturado compra de equipamentos. Sofreu ataques da imprensa televisiva e impressa, passou por retaliações e teve sua imagem queimada por anos. “Sofri 104 horas de ataques na televisão e tive 10 mil metros quadrados de matéria impressa contra (…). Estava muito abalado porque tinha convicção absoluta de que não devia nada. Onze meses depois de iniciada a série de calúnias, fui inocentado pela Polícia Federal, pela Procuradoria da República e pelo Supremo Tribunal Federal. Não fui sequer processado”, explica.

A retribuição pela credibilidade e confiança dadas ao ministro viria com o apoio dos irmãos Guerra em votar contra o impeachment de Collor, mas Alceni não conseguiu convencer Waldir e Ivânio, que votaram a favor do afastamento do Presidente, e a relação ficou abalada por meses.

Segundo o ex-ministro, é preciso levar a conta a personalidade e não fazer o que a imprensa quer. Ele sempre agiu assim. “Também é preciso ter em conta a CONTA DA PRÓPRIA PERSONALIDADE, a conta de falar a verdade sobre o que se sabe, não o que a mídia quer, o que se conveniou chamar de POLITICAMENTE CORRETO, que geralmente é meia VERDADE camuflada de VAIDADE. Tenho orgulho de dizer que passei pelo governo mais acusado da História do País sem uma vírgula fora do lugar. Agradeço a Deus por isto” conclui Alceni Guerra.

Vida política

Depois de se afastar do cargo de ministro da Saúde e da Criança, Alceni passou a se dedicar a defesa dos seus processos. Ele voltou para a cidade de Pato Branco, no Paraná, onde era sua base política e se elegeu em 1996 prefeito da cidade. Além disso, foi deputado federal, secretário de Educação Integral do Distrito Federal, secretário de Planejamento de Curitiba e Representante do Paraná em Brasília. Hoje, ele se dedica a expandir a Educação Integral no país e a melhorar as iniciativas sociais que tanto tem ajudado no desenvolvimento brasileiro.

28
set

Ministro de Collor ‘brigou’ com irmãos que votaram no impeachment

Alceni Guerra não conseguiu convencer irmãos deputados a votar contra.
‘Tinha obrigação moral [de apoiar Collor]‘, afirmou ex-ministro da Saúde.

Aos 67 anos, o ex-ministro Alceni Guerra lamenta não ter conseguido ao menos diminuir a diferença no placar na Câmara dos Deputados que determinou o afastamento do cargo do então presidente Fernando Collor de Mello, em setembro de 1992.

Foram 441 votos a favor do impeachment e 38 contra. Grato a Collor pela indicação ao governo, Guerra contava com os votos de seus dois irmãos, Waldir e Ivânio, que eram deputados federais à época, mas o apelo familiar não foi ouvido.

“Eles sabiam que eu tinha uma verdadeira veneração pelo presidente pelo Collor, pela oportunidade que ele me deu com dois ministérios, da Saúde e da Criança. E eu não consegui impedir que eles votassem pelo impeachment, o que me deixou com a amizade [com eles] abalada por meses”, relembra.

(Para relembrar os fatos que levaram à queda do então presidente, o G1 publica nesta sexta, 28, e no sábado, 29, um conjunto de reportagens com depoimentos de personagens relacionados ao episódio, como ministros, políticos e auxiliares de Collor, e apresenta toda a trajetória do impeachment por meio de fotos, vídeos, infográficos e história em quadrinhos.)

Para o ex-ministro, o episódio com os irmãos é exemplo de como uma “oposição minoritária” conseguiu arregimentar a maioria e da “absoluta carência de líderes” para enfrentar a crise ao lado de Collor.

“Acompanhei [a votação do impeachment] pela TV torcendo para que meus irmãos votassem contra porque achava que era uma forma de demonstrar personalidade política. Se você não estava de acordo, devia votar contra, mas eles votaram a favor. Me afastei deles por uns meses porque o Collor tinha me prestigiado muito, né? Foi o primeiro governo em mais de 50 anos que tinha superávits mensais, e os ministros Zélia [Cardoso de Mello, da Fazenda] e Marcílio [Marques Moreira, também da Fazenda] recebiam ordens de repassar as sobras para o Ministério da Saúde. Eu era reconhecido com o apoio que o presidente tinha me dado. Tinha obrigação moral [de apoiar Collor]”, afirmou Alceni Guerra.

No dia seguinte, recebeu um telefonema do presidente. “Ele disse: ‘Alceni, fique tranquilo que eu compreendo seus irmãos’. E me convidou pra tomar um cafezinho com ele quando eu pudesse.”

‘Maré de boatos’
Quando Collor foi afastado, em setembro, Guerra já havia deixado o governo. Ele renunciou ao cargo de ministro em janeiro de 1992, envolvido em denúncias de superfaturamento na compra de equipamentos para agentes de saúde. Diz que foi alvo da “maior campanha difamatória” da história do país.

“Sofri 104 horas de ataques na televisão e tive 10 mil metros quadrados de matéria impressa contra (…). Estava muito abalado porque tinha convicção absoluta de que não devia nada. Essa sensação de injustiça te altera muito o psiquismo, te altera seu lado mental. Onze meses depois de iniciada a série de calúnias, fui inocentado pela Polícia Federal, pela Procuradoria da República e pelo Supremo Tribunal Federal. Não fui sequer processado.”

Mesmo tendo deixado o cargo meses antes do impeachment, Guerra relata que o clima nos bastidores da Esplanada dos Ministérios já anunciava a crise.

“A quantidade de boatos era horrorosa, 20 vezes mais do que realmente se comprovou. Era uma maré de boatos que você tinha que saber administrar a sua cabeça. Foi uma época terrível. (…) Eu tinha um agravante: dentro do ministério [da Saúde] havia muitos alagoanos, inclusive o irmão do Paulo César Farias. Então, além de o ministério ficar visado por isso, eu também tinha uma enxurrada de boatos que circulavam ao redor do presidente, do estafe dele, de amigos dele. Era realmente uma coisa impressionante. Cada dia era um novo boato, uma nova história, uma coisa aterrorizadora”, declarou.

Ditadura e democracia
Para o ex-ministro, como a ditadura militar tinha recentemente se encerrado, faltava maturidade no meio político para ser governo e para ser oposição.

“Acho que, se o Collor voltasse ao governo hoje e tivesse a mesma crise, ele liquidava com a crise no mesmo tempo que o Lula liquidou as dele, que o Fernando Henrique liquidou as dele. Nós não tínhamos adquirido ainda o conhecimento de política, de manejo político. Vínhamos de um período ditatorial, em que crise se resolvia apontando fuzil na cabeça ou com cavalaria na Esplanada”, afirmou.

A relação com a imprensa também contribuiu, segundo Guerra. “Faltou um relacionamento mais efetivamente político com a imprensa. No fim do seu processo de impeachment, ele [Collor] tinha 100% da imprensa contra. Não tinha nenhum órgão de imprensa que tivesse a mínima simpatia por ele.”

Alceni Guerra diz acreditar que um impeachment não ocorreria hoje, mesmo considerando as acusações do mensalão, que atingiram o governo Lula.

“As acusações que se fazem contra o PT agora, nos governos Lula e Dilma são cem ou mil vezes mais graves do que se fazia contra o governo Collor, quando se falava de Fiat Elba, jardins da Casa da Dinda. Hoje as acusações são estratosféricas e não atingem o presidente. O presidente sabe manusear isso. E isso é da essência da democracia. Quando você faz um bom projeto de governo e o governo é bem aceito pela população, como foi o governo Lula, ou quando se faz um grande projeto, como o governo Collor, o que sobra na política? É o ataque pessoal”, avaliou.

Guerra relembra o episódio envolvendo a denúncia de compra de apoio no Congresso feita pelo então deputado Roberto Jefferson (PTB), que detonou a crise no governo do PT em 2005. Ele era filiado ao antigo Partido da Frente Liberal (PFL), da oposição. Hoje, está no PSD.

“Teve uma reunião da cúpula do PFL e do PSDB e fui jantar no Piantella [restaurante de Brasília famoso por receber políticos]. Fui lá assistir a como os partidos iriam reagir. É inesquecível para mim o Antônio Carlos Magalhães dizendo para o Marco Maciel e para o Tasso Jereissati que não podiam permitir que as acusações chegassem ao presidente porque ele era muito popular e tinha que ser poupado dos ataques do PFL. Fui embora com a consciência de que o país estava maduro. (…) Isso vai estar na minha biografia de vida.”

‘Marca de vida’
Após deixar o governo Collor, Alceni Guerra se dedicou à sua defesa nos processos e voltou à sua base política, o município de Pato Branco, no Paraná, onde se elegeu prefeito em 1996. Também foi deputado federal, secretário de Educação Integral de Brasília e secretário de Planejamento de Curitiba.

Diz ter encontrado o ex-presidente poucas vezes depois do impeachment. “Mantenho a amizade, mas raramente falo com ele, só a cada dois ou três anos, numa oportunidade que eu vá a Brasília. A conversa não dura mais que cinco minutos, é só para cumprimentar”, relatou.

Guerra diz ter “como marca de vida” o princípio de não “virar as costas” a alguém que é intensamente acusado. “Mesmo que ele tenha alguma culpa em alguma acusação, você tem o dever de corrigir, estimular. Mesmo que eu tivesse convicção dos erros dele, eu manteria o diálogo e a amizade”, declarou.

Fonte: www.g1.globo.com

Reportagem: Maria Angélica Oliveira

28
set

Frase da semana

Alceni Guerra pelo Twitter:

As próximas duas semanas vão impactar sua vida para os próximos quatro anos. Seu prefeito vai mudar muitos de seus hábitos. Veja o que você gostaria que mudasse, e o que não gostaria. As mudanças passam por você agora!

28
set

Paraná investe na educação com aquisição de materiais

Os investimentos na área da educação no Paraná não param. Agora, o governo vai investir mais de R$ 19 milhões a compra de móveis para as escolas públicas estaduais do interior do Estado. Ao todo serão adquiridas mais de 100 mil carteiras para os alunos e 10 mil mesas e cadeiras para os professores.

Matéria completa da Agência de Notícias do Paraná

Governo investe mais R$ 35 milhões em melhorias na área da educação

O governo vai investir R$ 19,4 milhões na compra de mobiliário para escolas da rede pública estadual no interior do Estado. Serão adquiridas 110 mil carteiras e cadeiras para alunos e 10 mil mesas e cadeiras para professores. O investimento foi liberado esta semana pelo governador Beto Richa, que também autorizou recursos para reparos e abertura de licitação para a construção de duas escolas. No total, serão aplicados R$ 35 milhões na área da educação.

As obras de reparos autorizadas esta semana beneficiarão quatro escolas estaduais da região Oeste: Cascavel, Vera Cruz do Oeste, Capitão Leônidas Marques e Corbélia. Serão investidos R$ 5,3 milhões em serviços elétricos, hidráulicos, manutenção de coberturas, pisos e esgoto. Em Jesuítas, também na região Oeste, serão aplicados mais R$ 760 mil em reparos na estrutura do prédio do Colégio Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco.

“Ter escolas bem conservadas e com mobiliário adequado também é uma forma de estimular professores e alunos e melhorar a qualidade do ensino, prioridade absoluta da nossa gestão”, disse o governador.

CONSTRUÇÃO
O governador também autorizou a abertura de processos licitatórios para a contratação de serviços de engenharia para a construção de duas escolas, no valor total de R$ 9,4 milhões.

Em Colorado, região Noroeste, serão investidos R$ 7,2 milhões na construção de um Centro de Educação Profissional. O outro investimento é para a nova unidade da Escola Estadual Indígena Pindoty, na Ilha da Cotinga, em Paranaguá, no Litoral, com custo previsto de R$ 2,2 milhões. A obra deverá ficar pronta 360 dias após o início.

27
set

Termina greve dos bancários em Curitiba

A greve dos bancários na capital Curitiba e região metropolitana chegou ao fim após aceitarem a proposta de reajuste salarial da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).  A negociação foi feita durante esta quarta e a decisão foi tomada no início da noite. Os serviços na Grande Curitiba voltam ao normal já a partir de hoje.

A proposta acordada eleva para 7,5% o índice de reajuste dos trabalhadores (aumento real de 2.02%) e para 8,5% o aumento do piso salarial indo para R$ 1.519, assim como os auxílios-refeição e alimentação (ganho real de 2,95%). Além disso, reajusta em 10% a participação de lucros e resultados.

Matéria completa da Gazeta do Povo

Bancários de Curitiba encerram greve e agências devem reabrir nesta quinta

Funcionários na capital decidiram encerrar a paralisação na noite desta quarta-feira ao aceitar proposta de 7,5% de reajuste salarial

Os bancários de Curitiba e região metropolitana decidiram, no início da noite desta quarta-feira (26), aceitar a proposta de reajuste salarial da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), colocando fim à greve da categoria. Com isso, os bancos da Grande Curitiba voltam a funcionar já na manhã de quinta-feira (27). Foram nove dias de greve, que fechou bancos em diversas regiões do estado.

A decisão ocorreu durante a assembleia da categoria, realizada pelo Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, no bairro Rebouças. De acordo com o presidente do sindicato, Otávio Dias, todos os itens da proposta foram aprovados pela categoria.

A oferta eleva para 7,5% o índice de reajuste dos trabalhadores (aumento real de 2.02%) e para 8,5% o aumento do piso salarial indo para R$ 1.519, assim como os auxílios-refeição e alimentação (ganho real de 2,95%). A proposta também prevê reajuste de 10% na participação de lucros e resultados (PLR).

Para Dias, o resultado da greve foi positivo, porque os bancários conseguiram índices satisfatórios de reajuste salarial, em um período de greve menor do que o do ano passado.

“Conseguimos obter uma boa proposta, em um tempo curto. Um setor que tem ganhos astronômicos deve tratar os trabalhadores de uma melhor forma”, disse.

Interior

Os bancários de MaringáLondrina e respectivas regiões decidiram, em assembleias realizadas nesta quarta-feira (26), encerrar a greve da categoria, que durava mais de uma semana.

Os bancários de Maringá decidiram, em assembleia, suspender a greve da categoria, na manhã quarta-feira (26). De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Maringá e Região, Claudecir de Souza, as atividades em todas as agências bancárias foram retomadas ao meio-dia.

A suspensão da greve foi decidida em assembleia que contou com cerca de 350 bancários da região. A greve dos bancários gerou alguns transtornos em Maringá. Após sete dias de greve, a reportagem constatou que havia filas nos correspondentes bancários da cidade que incomodaram muitos clientes. “É complicado. Nem todos os serviços do banco conseguimos fazer na lotérica”, comentou o impressor Vanilson Lara de Jesus. “Estou achando péssimo, horrível. Você tem ficar o dia inteiro andando para ainda encontrar essas filas grandes”, disse a vendedora de joias Alice Ribeiro em entrevista na segunda-feira (24).

O diretor de imprensa do Sindicato dos Bancários de Maringá e Região, João Francisco Pacheco, explica que o valor do vale refeição atual passará de R$ 435,16 para R$ 461,34, enquanto o auxílio cesta passará de R$ 339,09 para R$ 359,42. No total, o auxílio alimentação recebido pelos bancários será de R$ 840,05 a partir do próximo mês.

Em Londrina, os trabalhadores voltam ao trabalho ainda nesta quarta, mas as agências só vão reabrir para o público a partir de quinta-feira (27). Segundo a secretária-geral do Sindicato dos Bancários de Londrina, Gisa Bisotto, “eles [os funcionários] vão dar vazão a alguns serviços [internos, nesta quarta-feira] para evitar tumultos”, explicou. No entanto, os caixas eletrônicos já voltam a oferecer parte dos serviços que ficaram prejudicados durante a greve, como os depósitos.

Fenaban oferece reajuste de 7,5%

A Federação Nacional de Bancos (Fenaban) apresentou nesta terça-feira (25) a nova proposta de reajuste salarial que agradou o Comando Nacional dos Bancários. Em reunião em São Paulo, a proposta oferecida pelo setor patronal foi de 7,5% de reajuste para os salários, o que representa um aumento real de 2%.

A proposta apresentada pela Fenaban contempla reajustes de 7,5% sobre os salários e de 8,5% sobre os pisos salariais, além de aumento de10% sobre a participação nos lucros e resultados (PLR). De acordo com nota da Contraf, considerando o INPC, o aumento real sobre os salários seria de 2,02% e de 2,95% sobre os pisos.

Ao todo, 137 unidades sindicais devem seguir as orientações do comando nacional de greve.

43% das agências do PR estavam fechadas

A greve dos bancários entrou no oitavo dia, na terça-feira, com ampliação do número de agências fechadas no Paraná. Segundo dados da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (Fetec-PR), 658 agências bancárias estavam de portas fechadas, por causa da paralisação dos funcionários: 43% das pouco mais de 1,5 mil agências que existem no estado, segundo a Fenaban. Na segunda-feira (24), eram 656 agências fora de operação.

Além das agências, outros nove centros administrativos estavam fechados, todos em Curitiba. Além da capital paranaense, a greve provocou a paralisação das atividades em agências de Arapoti e nas regiões de Campo Mourão, Cornélio Procópio, Guarapuava, Londrina, Paranavaí Umuarama.

Apesar da ampliação do número de agências paradas, o número de grevistas no Paraná caiu de 20 mil (registrados na segunda-feira) para cerca de 14,5 mil (nesta terça-feira). Segundo o sindicato dos bancários, a redução foi provocada por conta de interdito que a Justiça concedeu ao HSBC, proibindo piquetes e que possibilitou que quatro centros administrativos do banco em Curitiba voltassem ao trabalho.

27
set

Governo vai investir na proteção da infância e adolescência

Mais uma medida importante será tomada pelo Governo do Paraná. A Secretaria da Família e Desenvolvimento Social anunciou que irá investir mais de R$ 6,4 milhões, vindos do Fundo Estadual para a Infância e Adolescência (Fia), em três frentes de proteção a essa faixa etária.

Matéria completa da Agência de Notícias do Paraná

Ações de proteção à infância e à adolescência receberão R$ 6,4 milhões

A Secretaria da Família e Desenvolvimento Social vai investir em três diferentes frentes de proteção à infância e à adolescência. Serão R$ 6,4 milhões, provenientes do Fundo Estadual para a Infância e Adolescência (Fia) e liberados pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca) em parceria com a Secretaria da Família.

Para a execução e o acompanhamento do Plano Estadual de Enfrentamento às Violências contra Crianças e Adolescentes serão repassados aos municípios R$ 4,2 milhões e para o Plano Estadual de Convivência Familiar e Comunitária, R$ 1,2 milhão. O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil receberá R$ 1 milhão. Um dos programas que será beneficiado com repasses diretos aos municípios é o Liberdade Cidadã.

O programa estrutura, orienta e qualifica a execução de medidas socioeducativas de restrição e de privação de liberdade, abrangendo também o meio aberto. A linha de ação contempla a qualificação profissional do adolescente, o trabalho conjunto para o fortalecimento dos laços familiares e o desenvolvimento de atividades de esporte, cultura e lazer. Os recursos também poderão ser aplicados na melhoria e estruturação dos centros de referência especializados de assistência social (Creas).

Segundo a coordenadora de proteção social especial da Secretaria da Família, Mara Cristina Ferreira, a mobilização preventiva da rede de proteção à infância e a adolescência também será contemplada com ações de convivência família e comunitária. “O cofinanciamento de ações entre Estado e município há muito tempo tinha deixado de ser feita. Esta é uma conquista desta gestão de governo que quer dividir a responsabilidade de cuidar do futuro das nossas crianças e adolescentes”, afirma Mara.

26
set

Dengue atinge 35 municípios no Paraná que decretam alerta

O Governo do Paraná anunciou nesta segunda, dia 24, que 35 cidades estão em estado de alerta por conta da quantidade de casos de dengue. Desses municípios, cerca de 25 já estão enfrentando as epidemias da doença há seis anos.

Matéria completa da Agência de Notícias do Paraná

Paraná tem 35 municípios em situação de risco para dengue

Trinta e cinco municípios do Paraná foram listados pela Secretaria da Saúde como em situação de risco ou alerta para ocorrência de dengue, devendo melhorar suas ações de combate. Desses municípios, 25 já enfrentaram epidemias da doença nos últimos seis anos. A relação foi divulgada nesta segunda-feira (24) e será atualizada mensalmente, para divulgação com os boletins sobre os números da dengue.

Nove municípios – Assis Chateaubriand, Andirá, Londrina, Cambé, Santa Fé, Iporã, Altônia, Santa Terezinha do Itaipu e São Miguel do Iguaçu –, tiveram a situação classificada como preocupante porque já tiveram dois ou três anos epidêmicos e por isso têm maior risco de casos graves da doença.

A lista foi apresentada durante a reunião mensal do Comitê Gestor Intersetorial de Controle da Dengue e segue uma nova metodologia de análise da Sala de Situação. “Neste mês fizemos um cruzamento dos índices de infestação predial com os índices de casas não visitadas pelos agentes de endemias”, explicou o coordenador da Sala de Situação, Ronaldo Trevisan. A metodologia ainda está em fase de construção e nos próximos meses serão acrescentados novos indicadores.

Para o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, a lista será mais um instrumento para chamar a atenção de gestores e da população. “É essencial que todos conheçam o risco real de epidemia de dengue em sua cidade. Não é possível que pensemos na doença apenas no verão. A dengue se combate todo dia, o ano todo”, ressaltou.

CLIMA
Apesar de o Paraná não registrar casos de dengue há quatro semanas, 13 regiões do Estado estão em situação de médio risco para o desenvolvimento do mosquito transmissor. O motivo são as recentes chuvas, que, aliadas ao forte calor, propiciam a reprodução do Aedes aegypti. A informação está baseada no monitoramento do Laboratório de Climatologia da Universidade Federal do Paraná, que avalia 18 estações climáticas em todo o Estado.

A Secretaria da Saúde orienta que as equipes municipais de saúde reforcem as visitas casa a casa. Os moradores também podem intensificar o combate à dengue. Basta verificar periodicamente suas residências à procura de depósitos que possam acumular água. “Cinco minutos muitas vezes são suficientes para eliminar todos os criadouros do mosquito em casa”, afirmou a chefe do Departamento de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte.

INTEGRAÇÃO

Para novembro está previsto um evento em Curitiba para discutir a integração dos agentes de endemias com a estratégia de saúde da família. O evento ainda não tem data definida, mas fará parte das ações do mês que marca o Dia D de Combate à Dengue. A campanha deste ano já está sendo produzida pela Secretaria da Saúde.

Veja lista dos 35 municípios, por ordem de risco de epidemia:
Matelândia
Campo Mourão (já teve um ano epidêmico)
Iporã (já teve dois anos epidêmicos)
Santa Terezinha de Itaipu (já teve três anos epidêmicos)
Engenheiro Beltrão (já teve um ano epidêmico)
Santa Fé (já teve dois anos epidêmicos)
Califórnia
Entre Rios do Oeste
Medianeira (já teve um ano epidêmico)
Toledo
Marechal Cândido Rondon (já teve um ano epidêmico)
Assis Chateaubriand (já teve dois anos epidêmicos)
Planalto
Francisco Beltrão (já teve um ano epidêmico)
São Miguel do Iguaçu (já teve dois anos epidêmicos)
Marialva (já teve um ano epidêmico)
Apucarana
Bom Sucesso (já teve um ano epidêmico)
Andirá (já teve dois anos epidêmicos)
Mercedes (já teve um ano epidêmico)
Santa Helena (já teve um ano epidêmico)
Guaíra (já teve um ano epidêmico)
Capanema
Ramilândia
Goioerê (já teve um ano epidêmico)
Umuarama (já teve um ano epidêmico)
Altônia (já teve dois anos epidêmicos)
Planaltina do Paraná (já teve um ano epidêmico)
Marilândia do Sul
Centenário do Sul
Sertanópolis (já teve um ano epidêmico)
Cambé (já teve dois anos epidêmicos)
Londrina (já teve dois anos epidêmicos)
Ribeirão do Pinhal (já teve um ano epidêmico)
São José das Palmeiras (já teve um ano epidêmico)

26
set

Urnas das eleições estaduais começam a ser preparadas

As eleições estaduais estão chegando e o Paraná já está começando a preparar as urnas eletrônicas. O primeiro passo é a inclusão de dados dos candidatos e dos eleitores em flash cards que depois serão inseridos nas urnas.

A capital Curitiba já está com as urnas da 1ª zona eleitoral e da 174ª prontas. Nesta segunda-feira e na terça foram a vez das 2ª e 4ª zonas eleitorais. Na sequencia, as equipes da Justiça eleitoral começam a trabalhar nas urnas das 177ª, 178ª, 3ª, 175ª, 176ª e 145ª Zona Eleitoral.

Matéria completa da Gazeta do Povo

Urnas eletrônicas começam a ser preparadas em Curitiba

De acordo com Tribunal Regional Eleitoral (TRE), os dados dos candidatos e dos eleitores serão inseridos nos equipamentos. Em seguida, as urnas serão lacradas

As urnas eletrônicas que serão utilizadas na eleição de outubro em Curitiba já estão sendo preparadas. O primeiro passo é a inclusão dos dados dos candidatos e dos eleitores em flash cards , que depois é inserido nas urnas. Em seguida, elas serão lacradas, segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TER-PR).

No fim de semana foram preparadas as urnas da 1ª zona eleitoral e da 174ª. Nesta segunda-feira (24) e na terça é a vez da 2ª e 4ª zonas eleitorais. Na sequencia, as equipes da Justiça eleitoral começam a trabalhar nas urnas das 177ª, 178ª, 3ª, 175ª, 176ª e 145ª Zona Eleitoral.

Tempo de votação

Faltando onze dias do primeiro turno das eleições municipais, marcado para 7 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta segunda-feira (24) que o tempo médio de votação será 40 segundos. O cálculo se baseou em informações coletadas em eleições anteriores.

O tempo de votação foi calculado a partir do momento em que o eleitor se dirige à urna até o instante em que confirma o voto para o segundo cargo. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), mesmo com o sistema biométrico, o tempo de votação em Curitiba também deve ficar em torno de 40 segundos.

No próximo dia 7, o eleitor votará primeiro para vereador, depois para prefeito. Em cidades com mais de 200 mil habitantes, se o primeiro colocado não obtiver mais de 50% dos votos, haverá segundo turno. No dia 28 de outubro, está marcado o segundo turno das eleições municipais.

No pleito municipal de 2008, cada eleitor levou 31 segundos, em média, para votar nos candidatos a prefeito e a vereador, em 5.563 municípios. Agora as eleições ocorrem em 5.568 municípios.

Já o tempo médio de atendimento ao eleitor foi de 39 segundos, em 2008, segundo o TSE. O tempo de atendimento é calculado a partir da digitação do número do título do eleitor por parte do mesário até a confirmação do voto no segundo cargo.

A Justiça Eleitoral estimula que os eleitores levem a chamada cola no dia da votação. No papel devem conter os números de seus candidatos. O TSE colocou à disposição um modelo de cola que pode ser imprimido e preenchido com os dados dos candidatos a prefeito.

25
set

Paraná vai oferecer bolsas de pós-doutorado

Foram lançados nesta segunda, dia 24, dois editais que incentivam a inovação, pesquisa e o desenvolvimento científico e técnico do Paraná. Um dos editais é a respeito da concessão de bolsas de pós-doutorado em empresas para inserir mais doutores e proporcionar ainda mais o desenvolvimento de projetos de inovação tecnológica.

Matéria completa da Agência de Notícias do Paraná

Paraná oferece bolsas de pós-doutorado para estimular inovação em empresas

Paralelamente à sanção da Lei de Inovação, o governador Beto Richa e o presidente da Fundação Araucária, Paulo Roberto Brofman, lançaram nesta segunda-feira (24/09) dois editais para incentivar a inovação, a pesquisa e o desenvolvimento científico e tecnológico do Paraná. Um deles é para a concessão de bolsas de pós-doutorado em empresas e o segundo, para apoio à criação de Núcleos de Inovação Tecnológica (Nits) em empresas.

Os editais funcionarão em conformidade com a Lei de Inovação, que estabelece mecanismos de cooperação entre setor público, setor privado e academia. O Programa de Bolsas de Pós-Doutorado em Empresas, detalhado num dos editais, tem o objetivo de estimular a inserção de doutores em empresas paranaenses para desenvolvimento de projetos de inovação tecnológica. Nesta chamada pública serão investidos R$ 2,9 milhões, financiados pela Coordenação de Aperfeiçoamento e Pessoal de Nível Superior (Capes) e pela Fundação Araucária. O valor de cada bolsa será de R$ 5,4 mil.

O segundo edital é referente ao programa de apoio para a criação ou manutenção de Núcleos de Inovação Tecnológica (Nits), que terão a função de promover atividades direcionadas ao processo de inovação dentro das empresas, como o estabelecimento de parcerias, proteção intelectual e transferência de tecnologia. A proposta é investir ainda na capacitação das equipes. Para isso, serão disponibilizados R$ 1 milhão. Os projetos terão prazo de execução de 24 meses.

As propostas atendem a uma das premissas da Lei de Inovação, que prevê que as agências de fomento estaduais promovam ações de estímulo à inovação, prioritariamente nas micro e pequenas empresas e empreendimentos de economia solidária.

De acordo com Paulo Brofman, essas medidas vão permitir aos pesquisadores a implementação dos produtos no mercado. “Eles agora vão levar seus produtos da invenção à prateleira, beneficiando toda a sociedade. O que acontece no Brasil é que muitos inovadores pensam que a inovação termina na publicação do artigo. Nosso objetivo é estimular que a invenção seja concretizada em produto”, disse. Segundo ele, o Brasil é o 13º maior produtor de artigos científicos do mundo, mas ocupa a 48ª colocação em inovação.

As inscrições para o programa de Bolsas de Pós-Doutorado em Empresas podem ser feitas até 19 de novembro de 2012. Para o programa de apoio aos Nits o prazo vai até 23 de novembro. Outras informações na página www.fundacaoaraucaria.org.br.

25
set

Universidades têm R$ 1 bilhão para investimentos sem utilização

A educação brasileira tem que ser prioridade nos governos e nesta segunda, dia 24, a Folha de São Paulo fez um levantamento que apontou uma verba de mais de R$ 1 bilhão para o financiamento de melhorias nas universidades públicas e privadas parada desde abril de 2011. O recurso é do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Ministério da Educação.

Matéria completa da Folha de S. Paulo

Verba de R$ 1 bilhão para universidades fica sem uso

Uma verba de R$ 1 bilhão destinada ao financiamento de melhorias das universidades do país a juros mais acessíveis está parada, sem uso, desde abril do ano passado.

O dinheiro faz parte de um programa do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) desenvolvido em parceria com o Ministério da Educação.

Ele pode ser usado para financiar de obras e compra de equipamentos e de softwares a gastos com capacitação e treinamento para gestão.

O problema, segundo as universidades, é que o acesso ao dinheiro disponibilizado pelo IES (Programa de Melhoria do Ensino das Instituições de Educação Superior) possui uma lista de requisitos extensa, o que dificulta o pedido de empréstimo.

Entre as exigências estão a adesão a programas para o ensino superior, como o Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior) e o Prouni (Programa Universidade para Todos). A instituição também tem que ter boa avaliação do MEC.

OBSTÁCULOS

“Esses obstáculos impedem as instituições de acessarem o recurso. E as mais punidas são as que mais precisam”, disse o diretor-executivo da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior, Sólon Caldas.

“Se o objetivo é financiar a melhoria do ensino, isso não está sendo alcançado.”

Segundo Caldas, como alternativa, as instituições de ensino superior têm recorrido aos bancos comerciais, que têm juros maiores.

O pró-reitor do Centro Universitário de Votuporanga (a 521 km de São Paulo), Marcelo Casali Casseb, afirmou que para os investimentos têm priorizado financiamentos do BNDES não vinculados ao MEC. “Estes [do MEC] são extremamente burocráticos.”

Já o problema apontado pela Universidade Estácio é outro. Com ações negociadas na Bolsa de Valores, a empresa tem, atualmente, a maioria do capital estrangeiro. “Por isso, não podemos acessar o BNDES”, disse o diretor-financeiro, Virgílio Gibbon.

Segundo ele, o recurso do BNDES poderia ser usado para ampliar a distribuição de tablets para todos os alunos.

SEGUNDA VERSÃO

Esta é a segunda versão do IES. A primeira vigorou de 1997 a 2007 e contratou R$ 525,7 milhões dos R$ 900 milhões disponíveis. De acordo com relatório do BNDES, 48 instituições conseguiram ter acesso ao financiamento.

No período, o número de matrículas presenciais nas universidades aumentou 163% e o total de instituições privadas subiu 195%, segundo o mesmo relatório.

OUTRO LADO

Devido ao fracasso do IES, o BNDES alterou a forma de concessão de financiamento do programa na expectativa de, a partir de agora, obter uma maior demanda das instituições de ensino superior.

Segundo a direção do banco, as universidades podem acessar o financiamento de forma automática, que permite liberação inferior a R$ 20 milhões. Antes, o IES só permitia apoio não automático, acima de R$ 20 milhões.

O banco disse, ainda, que não “é de surpreender que a demanda tenha sido baixa considerando que a maior parte das instituições de ensino superior é de pequeno e médio porte” no Brasil.

O BNDES reconheceu o excesso de requisitos ao pontuar que existem outras linhas de financiamento com taxas equivalentes, como as direcionadas a micro, pequenas e médias empresas.

O banco informou ainda que não comentaria a regra que impede o crédito às instituições de ensino com a maioria do capital controlada por estrangeiros por ser uma decisão do governo.