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Archive for agosto, 2012

31
ago

Combate ao tabagismo gera ação educativa no Paraná

O Dia Nacional de Combate ao Fumo foi realizado nesta quarta, dia 29, em todo o País. Os moradores de Tijucas do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, foram convidados a trocar os cigarros por frutas como forma de educação e prevenção ao tabagismo.

Durante a celebração da data, os profissionais de saúde conversaram com os moradores e comerciantes e explicaram os malefícios do tabaco, além de tirarem dúvidas sobre a lei antifumo.

Matéria completa da Agência de Notícias do Paraná

Saúde faz ação educativa de controle do tabagismo

Moradores de Tijucas do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, foram convidados a trocar cigarros por frutas nesta quarta-feira (29), quando a Vigilância Sanitária fez no município um trabalho de educação e prevenção do tabagismo, celebrando o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Além da campanha “troque a nicotina pela vitamina”, agentes das secretarias estadual e municipal de saúde divulgaram informações sobre a lei antifumo, que proíbe o tabaco em locais fechados e completa três anos em setembro.

Os profissionais conversaram com moradores e comerciantes sobre a prevenção, os malefícios do tabaco e sobre os procedimentos da lei antifumo. Além da fiscalização por parte das secretarias, qualquer pessoa também pode denunciar à Ouvidoria Estadual do SUS do Paraná estabelecimentos que estejam irregulares. O telefone da ouvidoria é 0800 644 44 14.

“Essa ação busca prevenir a ocorrência de novos fumantes, além de esclarecer sobre o direito ao ambiente fechado livre da fumaça. A ação educativa é importante, mas deve estar acompanhada da fiscalização da lei e do tratamento de fumantes que querem largar o vício”, afirma o chefe da Vigilância Sanitária Estadual, Paulo Costa Santana.

De acordo com um levantamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca), pelo menos sete pessoas morrem diariamente no Brasil por conta de problemas ligados ao fumo passivo. Quem convive com fumantes diariamente fuma o equivalente a 10 cigarros por dia e tem seis vezes mais chances de ter câncer no pulmão.

Para Dalva Elaine de Lima, técnica da vigilância sanitária de Tijucas do Sul, o trabalho serve de alerta à população. “É importante estimular os fumantes a largarem o vício, mas principalmente prevenir o uso do tabaco entre os jovens, já que o cigarro pode trazer diversas complicações futuras”, explica.

Proprietário de uma lanchonete na cidade, Edison Luis Valaski disse que os clientes vêm respeitando a lei antifumo. “É importante tratar da saúde de quem fuma e também de quem não fuma. Hoje a população está mais consciente e entende a importância da lei”, relata.

LEI ANTIFUMO

Desde que a Lei 16.239/2009 entrou em vigor, cerca de 67 mil estabelecimentos já foram fiscalizados. Desses, 7538 não estavam em conformidade com a lei e foram notificados. Em 68 casos foram emitidos autos de infração devido à reincidência.

Segundo Paulo Santana, nesta quarta-feira (29), foram fiscalizados em todo o Paraná 235 estabelecimentos e em apenas um foram encontradas irregularidades.

30
ago

Lei que cria cotas para alunos de escolas públicas é sancionada

Nesta quinta, dia 29, a presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que cria reserva de 50% das vagas em instituições federais de ensino superior para estudantes de escolas públicas. A partir dos próximos vestibulares a lei começa a ser aplicada e no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) também.

As cotas serão implantadas de forma progressiva pelos próximos quatro anos.

Matéria completa do Ministério da Educação

Sancionada lei que cria cotas para rede pública nas universidades

A presidenta da República, Dilma Rousseff, sancionou na tarde desta quarta-feira, 29, a lei que institui a reserva de 50% das vagas ofertadas em instituições federais de educação superior para estudantes provenientes de escolas públicas. A lei já valerá para os próximos vestibulares das instituições e também na próxima edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação. A regulamentação, com o cronograma para a adequação das universidades à lei, está prevista para setembro.

A implantação das cotas ocorrerá de forma progressiva ao longo dos próximos quatro anos, até chegar à metade da oferta total do ensino público superior federal. Em 2013 terão de ser reservadas, pelo menos, 12,5% do número de vagas ofertadas atualmente – o que equivale a 25% do total que será reservado para ingresso por meio de cotas. A presidenta vetou o artigo 2º do projeto aprovado pelo Congresso Nacional, que instituía a média das notas dos alunos como um dos critérios para ingresso.

De acordo com a lei, cada instituição deverá preencher as cotas com autodeclarados pretos, pardos e indígenas na mesma proporção em que esses segmentos são encontrados na unidade da Federação em que se localiza a instituição, de acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Metade do total de cotas, o que corresponde a 25% das vagas da instituição, deve ser preenchida com estudantes vindos de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário mínimo per capita.

Enem

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, explicou em coletiva concedida no Palácio do Planalto que o ministério realizou um estudo com base no desempenho dos estudantes concluintes das redes pública e privada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O objetivo foi verificar as condições dos possíveis ingressantes provenientes da rede pública nas universidades, em relação aos das escolas privadas.

“Quando selecionamos dentro da rede pública os 150 mil melhores alunos, que correspondem ao total das cotas que teremos que implantar nos próximos quatro anos, a média é superior à do setor privado e a nota máxima é parecida”, afirmou Mercadante.

Pelos dados apresentados, os 150 mil concluintes da rede pública com melhor desempenho no Enem de 2011 tiveram uma média geral de 582,2 pontos. O total de 891.070 estudantes de escolas públicas alcançou uma média geral de 474,2 pontos. A média total dos 1.137.813 estudantes concluintes que fizeram a prova foi de 494,8 pontos. Quando se consideram apenas os 246.743 alunos da rede privada, a média sobe para 569,2 pontos.

Regulamentação – Mercadante informou que a pasta promoverá reuniões com os reitores das instituições públicas de ensino superior para definir a regulamentação e discutir outras ações. “O diferencial é que antes as universidades federais tinham liberdade para definir vagas para políticas afirmativas. Hoje existe uma lei que será uma regra. O que discutiremos será o processo para implantar as cotas”, afirmou.

Para o ministro, a sanção da lei representará um estímulo para os estudantes do ensino médio público. “Para os estudantes da rede pública, em especial o nível médio, esta lei vai representar uma grande motivação porque eles terão, até o final de quatro anos, de forma progressiva, metade das vagas nas universidades federais”, disse.

30
ago

Mais de 1,3 milhão de crianças são vacinadas em campanha

A campanha de vacinação realizada no último fim de semana terminou e mais de 1,3 milhão de crianças foram imunizadas contra diversas doenças. Essa foi a primeira vez que o Ministério da Saúde, juntamente com as secretarias estaduais e municipais se uniram nessa estratégia de vacinação.

As vacinas do calendário básico da criança também foram atualizadas e a partir de agora, todos os anos, a caderneta entrará na campanha, sempre no segundo semestre. Já a vacinação contra poliomielite continuará acontecendo no primeiro semestre.

Matéria completa do Ministério da Saúde

Campanha abrange mais de 1,3 milhão de crianças

A partir de agora, a campanha de atualização da caderneta infantil passa a ser realizada todos os anos

A campanha de atualização da caderneta infantil terminou na última sexta-feira (24), com 1,3milhão de crianças vacinadas contra várias doenças no país. É a primeira vez que o Ministério da Saúde – em conjunto com as secretarias estaduais e municipais de saúde – realizou a estratégia. Durante a semana de atualização, foram disponibilizadas aos menores de cinco anos todas as vacinas do calendário básico da criança.  A partir de agora, ocorrerá todos os anos, sempre no segundo semestre.

No primeiro semestre continuará será realizada a campanha nacional de vacinação contra a poliomielite.

O principal objetivo da atualização da caderneta é reduzir as taxas de abandono do esquema vacinal e, consequentemente, o risco de transmissão de doenças imuno preveníveis.

Foram ofertadas as seguintes vacinas: BCG, hepatite B, pentavalente, vacina inativada poliomielite (VIP), vacina oral poliomielite (VOP), rotavírus, pneumocócica 10 valente, meningocócica C conjugada, febre amarela, tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) e DTP (difteria, tétano e coqueluche).

NÚMEROS

Durante a campanha de atualização da caderneta de vacinação foram distribuídas mega doses de vitamina A para 56.125 crianças (18,7%). Com relação ao número de crianças que receberam vitamina A em 2012 (rotina e campanha), os dados chegam a mais de 1,8 milhão de crianças (62% da meta). Ao todo foram distribuídas, em 2012, 1.954.309 cápsulas de vitamina A.

Também foram aplicadas 2.259.916milhões de doses de vacinas em crianças menores de cinco anos. A vacina tríplice bacteriana (DTP) foi a mais administrada, com 456.385mil doses. Também foram aplicadas 381.177mil doses da vacina oral poliomielite; 374.724doses da tríplice viral; e 280.576doses da vacina pneumocócica conjugada 10 valente.

Para a operacionalização desta estratégia, o Ministério da Saúde repassou R$ 18,6 milhões do Fundo Nacional de Saúde (FNS) aos fundos estaduais e municipais. Em todo o país, a campanha contou com 34 mil postos de vacinação, 350 mil profissionais de saúde e 42 mil veículos.

PENTAVALENTE – É injetável e reúne em uma única aplicação a proteção de duas vacinas distintas, a tetravalente – que deixa de ser ofertada e protege contra difteria, tétano, coqueluche e doenças causadas pelo Haemophilus influenza e tipo b, como meningite, e a vacina hepatite B. Significa uma picada a menos para as crianças.

A pentavalente será aplicada aos dois, aos quatro e aos seis meses de vida. Se a criança tiver começado o calendário com a tetravalente – sem que tenha terminado o esquema vacinal – deverá tomar a pentavalente.

Mas no caso de o município ter estoque remanescente da tetravalente, a criança poderá concluir o esquema com esta vacina.

Além da pentavalente, a criança manterá os dois reforços com a DTP. O primeiro deverá ser administrado aos 12 meses e o segundo aos quatro anos. Os recém-nascidos continuam a receber a primeira dose da vacina hepatite B nas primeiras 24 horas de vida, preferencialmente nas 12 horas, para prevenir a transmissão vertical.

PÓLIO INATIVADA

As crianças que nunca foram vacinadas contra a paralisia infantil irão tomar a primeira dose aos dois meses e a segunda aos quatro meses, com a vacina inativada poliomielite, de forma injetável.

Já a terceira dose (aos seis meses), e o reforço (aos quinze meses) continuam com a vacina oral, ou seja, as duas gotinhas.

As crianças que já começaram o calendário básico com a vacina oral continuam o esquema antigo com as gotinhas: dois meses, quatro meses, seis meses e 15 meses.

Enquanto a pólio não for erradicada no mundo, o Ministério da Saúde continuará a utilizar a vacina oral poliomielite (VOP), pois ainda existem três países (Nigéria, Afeganistão e Paquistão) endêmicos para a doença.

O Brasil já está se preparando para utilizar apenas a vacina inativada quando ocorrer a erradicação da doença no mundo.

A vacina será incluída na pentavalente junto com a vacina meningocócica C (conjugada) transformando-se na vacina heptavalente. Os laboratórios Bio-Manguinhos, Butantan e Fundação Ezequiel Dias (FUNED) estão desenvolvendo este projeto. A previsão é que a vacina heptavalente esteja disponível no Programa Nacional de Imunizações em quatro ou cinco anos.

Reportagem: Kattiúscia Souza Alves, da Agência Saúde – Ascom/MS

29
ago

Paraná prepara ações contra a dengue

No início desta semana a Secretaria de Saúde do Paraná anunciou um relatório sobre as condições estruturais e de recursos humanos disponíveis para o combate à dengue. De acordo com o documento os municípios com risco de epidemias representam índices de infestação predial (IIP) acima de 1%. Isso significa que 100 cidades têm chances de epidemias e 18 estão em estado de alerta.

Matéria completa da Agência de Notícias do Paraná

Secretaria da Saúde prepara ações para combate à dengue

A Secretaria da Saúde apresentou nesta segunda-feira (27) o relatório preliminar sobre as condições estruturais e de recursos humanos disponíveis para o combate à dengue no Paraná. O roteiro de supervisão, aplicado nos 399 municípios paranaenses entre junho e agosto, foi apresentado ao Comitê Gestor Intersetorial para o Controle da Dengue durante a 16.ª reunião do grupo em Curitiba.

O documento destaca a preocupação com municípios considerados de risco para epidemias, com índices de infestação predial (IIP) acima de 1%. De acordo com o último levantamento da secretaria, 100 municípios têm risco de epidemia e 18 deles estão em estado de alerta, com infestação predial acima de 4%.

Outro dado apontado pelo relatório diz respeito às condições de trabalho dos agentes. Neste ano, 72% dos municípios mantêm equipes com vínculo empregatício considerado estável. Para o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, as equipes fixas são essenciais para a continuidade das ações de combate à dengue durante todo o ano. “Isso foi possível graças ao repasse de recursos do Governo do Estado, de R$ 2,7 milhões em 2011, além de recursos próprios dos municípios para a contratação de profissionais via concurso público”, disse.

TEMPORÁRIOS

Em 2011, grande parte dos agentes era contratada em regime temporário ou de forma terceirizada, o que aumentava a rotatividade dos profissionais. “Desta forma, a capacitação dos agentes também era prejudicada, pois realizávamos o curso e, meses depois, toda a equipe era substituída”, explicou a chefe do departamento de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte.

A fragilidade no vínculo empregatício também possibilitava demissões em períodos críticos como o verão. Por conta da lei de responsabilidade fiscal, alguns prefeitos demitiam as equipes da dengue para conter despesas com a folha salarial municipal. “Justamente no período em que as ações deveriam ser intensificadas, o trabalho era completamente paralisado”, enfatizou Sezifredo Paz.

COMPARAÇÃO

A sala de situação da dengue também divulgou um boletim comparando os dados da doença entre os períodos epidemiológicos de 2010/2011 e 2011/2012. Desde 2011, o Paraná passou a utilizar uma nova metodologia cronológica para analisar os casos da dengue. O novo calendário leva em conta a curva epidemiológica da doença, que geralmente tem seu pico durante o verão. Com isso, os dados começam a ser analisados em agosto e são fechados em julho do ano seguinte.

Entre 2011/2012 foram registrados 2.400 casos de dengue no Estado, 92% a menos que no mesmo período entre 2010/2011, quando 28.511 casos foram confirmados. A redução também foi constatada no número de casos graves que caíram de 233 para 22. Em relação às mortes a queda foi de 93% (15 em 2010/2011 e uma em 2011/2012).

Segundo o coordenador da sala de situação da dengue, Ronaldo Trevisan, o período de 2012/2013 já começou com nove casos confirmados, sete autóctones e dois importados. Nenhuma morte foi confirmada desde o início do mês.

Confira a lista dos 18 municípios paranaense com alto risco de epidemia, de acordo com o índice de infestação predial:

Alto Piquiri
Paraíso do Norte
Mercedes
Santa Inês
Prado Ferreira
Floraí
Jaguapitã
Jussara
Califórnia
Uniflor
Itaúna do Sul
Atalaia
Santa Terezinha do Itaipu
Borrazópolis
Pérola
Assai
Tapira
São Miguel do Iguaçu

29
ago

Salário dos professores paranaenses será reajustado

Foi assinado nesta terça, em Curitiba, a lei que propõe reajuste em duas parcelas para os salários dos professores da rede estadual do Paraná.

Matéria completa da Agência de Notícias do Paraná

Richa assina mensagem que concede reajuste aos professores estaduais

O governador Beto Richa assinou nesta terça-feira (28/08), em Curitiba, a mensagem do anteprojeto de lei que propõe um reajuste em duas parcelas no salário dos professores da rede estadual de ensino: 6,66% retroativo a julho deste ano e 6,65% a ser pago a partir de outubro.

Com a proposta, o reajuste acumulado em 2012, considerando o índice de 5,1% concedido a todos os servidores em maio de 2012, chega a 19,55%. O texto já foi encaminhado para a Assembleia Legislativa.

Richa disse que toda a equipe do governo trabalha com esforço para corrigir defasagens encontradas na administração pública e afirmou que promover um ensino público de excelência e uma educação de qualidade é prioridade da gestão.
“Com este novo reajuste o governo já proporciona, em um ano e meio de administração, 34,85% de reajuste salarial ao magistério do Estado”, afirmou o governador.

EQUIPARAÇÃO

A mensagem encaminhada para o legislativo dá continuidade ao processo de equiparação salarial dos professores aos demais servidores do Estado com ensino superior e adequação ao Piso Nacional dos Professores.

“O processo de equiparação salarial dos professores da educação básica da rede estadual de ensino aos demais servidores que possuem ensino superior é um compromisso que assumimos e que está sendo cumprido”, ressaltou o governador Beto Richa.

Em 2011 o governo estadual deu aos professores o acréscimo salarial de 5,91%, além do reajuste de 6,5% concedido a todos os servidores, o que resultou em um acréscimo total de 12,80% no salário do magistério.

28
ago

Programa ajuda agricultores paranaenses a terem a casa própria

Esta semana o governo Estadual e a prefeitura de Santa Tereza do Oeste se reuniram e entregaram aos beneficiários o programa Morar Bem Paraná Rural. Agora o sonho da casa própria está mais perto e os agricultores paranaenses precisam apenas esperar a chegadas dos materiais para ter um imóvel.

De acordo com o programa, cada beneficiado terá R$ 25 mil, sendo R$6,5  para a contratação de mão de obra e os outros R$ 18,5 para a aquisição de materiais. Conforme as obras forem avançando, os recursos serão liberados. O imóvel têm 52 metros quadrados e vai custar apenas R$ 1 mil aos bolsos dos agricultores que terão quatro anos para quitar.

Matéria completa do site O Paraná

Parceria garante casa melhor a lavradores

Governo do Estado e prefeitura investem em programa que alcança famílias rurais

O sonho de ter a casa própria para 15 famílias da zona rural de Santa Tereza do Oeste começa a se tornar realidade. Os projetos civis do programa Morar Bem Paraná Rural foram entregues aos beneficiários, que agora esperam a chegada dos materiais para ‘tirar’ o imóvel do papel.

A reunião com o engenheiro do escritório regional da Cohapar em Cascavel, Pércio Almeida Fistarol, realizada na Câmara, teve o objetivo de esclarecer as regras do próximo passo do programa e agendar a entrega dos materiais aos proprietários que já possuem mão de obra acertada.

“A responsabilidade da construção das casas passa a ser dos proprietários e do trabalhador contratado para a função”, frisou o engenheiro. Animados com a proximidade das obras, os titulares da casa nova aproveitaram para tirar suas dúvidas, já que as construções devem iniciar nos próximos dias. Segundo Pércio, muitas dúvidas ainda vão surgir, por isso a Cohapar deve fiscalizar as obras periodicamente em cada propriedade, dando apoio aos moradores.

Conforme o engenheiro, as famílias terão um plano civil completo, que compreende desde a terraplenagem até a construção de calçadas, foço séptico e sistema de esgoto e água. “Além de receberem a cobertura financeira total da habitação, nosso projeto prevê todas as etapas de edificação e acabamento na construção civil”.

Cada favorecido terá em caixa R$ 25 mil, desses R$ 6,5 mil para a contratação de mão de obra para a edificação e outros R$ 18,5 mil depositados para os materiais. Conforme as obras forem avançando, os recursos serão liberados. O imóvel têm 52 metros quadrados e vai custar apenas R$ 1 mil aos bolsos dos agricultores que terão quatro anos para quitar.

Reportagem: Gian Almeida

27
ago

Paraná vai produzir vacina antirrábica para todos o País

Esta semana o governador Beto Richa autorizou a formalização de um convênio de R$ 56,5 milhões com o Ministério da Saúde para que o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) amplie a produção e escala industrial e adapte a planta produtiva à nova tecnologia de cultivo celular da vacina antirrábica.  O estado paranaense vai produzir toda a demanda de vacina para cães e gatos e terá o maior volume de fabricação do mundo.

Com os investimentos e a tecnologia a ser usada, o Tecpar terá condições de fabricar gradativamente até 30 milhões de unidades por ano, ou seja, um aumento de 300% em relação a atual produção.

Matéria completa da Agencia de Notícias do Paraná

Paraná atenderá todo o Brasil com vacina antirrábica

O Paraná produzirá toda a demanda do País por vacina antirrábica e terá o maior volume de fabricação do mundo do medicamento para imunização de cães e gatos. Para isso, o governador Beto Richa autorizou nesta semana a formalização de um convênio de R$ 56,5 milhões com o Ministério da Saúde para que o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) amplie a produção em escala industrial e adapte a planta produtiva à nova tecnologia de cultivo celular.

Com os investimentos e a utilização da tecnologia, o instituto terá condições de fabricar gradativamente até 30 milhões de unidades por ano, o que representa um aumento de 300% na atual produção. Para atingir esses objetivos, será construído na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) um novo prédio, com o complexo para a manipulação e o envase de produtos. A obra completa irá durar três anos.

O diretor-presidente do Tecpar, Júlio C. Felix, explica que o instituto precisava adequar sua planta industrial para atender a demanda e a recomendação do Ministério da Saúde. “Com esse investimento, vamos produzir vacinas com alta tecnologia e transformar o Tecpar em um dos mais avançados institutos de pesquisa, desenvolvimento e produção de imunobiológicos do país”, disse ele.

De acordo com Felix, a construção da unidade vai servir ainda para outros produtos do Tecpar. Além da ampliação na produção, a nova unidade industrial permitirá a fabricação de vacinas por cultivo celular, utilizando células de rim de hamster (BHK – baby hamsterkidney). São doses de 1 ml, com validade de dois anos, substituindo a vacina antirrábica de uso veterinário pelo método Fuenzalida Palácios, que utilizava como substrato cérebro de camundongos neonatos – em doses de 2ml e com validade de um ano.

O novo método permite obtenção de um produto mais puro e capaz de induzir maior produção de anticorpos, sendo mais seguro para os animais por não provocar efeitos colaterais. Além de evitar sacrifício de animais. “Trata-se de uma inovação importante que gera segurança e qualidade ao produto, além de ter um reconhecimento internacional”, disse Felix.

INVESTIMENTO

O projeto de adequação foi o maior aprovado pela União dentro do Programa de Investimento no Complexo Industrial da Saúde (Procis), que prevê R$ 1 bilhão para melhorar a indústria de medicamentos, insumos e equipamentos do País. No caso do Paraná, serão investidos R$ 46 milhões com o aporte do Ministério da Saúde e R$ 10,5 como contrapartida do Governo do Paraná. O Tecpar está vinculado à Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

SAÚDE PÚBLICA

Os últimos casos de raiva humana no Paraná ocorreram em 1977 (por cão) e em 1987 por morcego (confirmação clínica e epidemiológica) no município de Rio Branco do Sul. Em 2002 foram registradas duas mortes por raiva humana em Foz do Iguaçu de pacientes vindos de Ciudad del Este, no Paraguai. Estes casos foram considerados importados.

Com o objetivo de controlar a doença, que é 100% letal em seres humanos, o governo instituiu a Comissão Permanente de Controle da Raiva para articular ações integradas que evitem a ocorrência de novos casos de raiva humana ou animal. No mês de janeiro, foi realizada uma operação para vacinar mais de 152 mil cães e gatos de 11 municípios do Oeste do Estado. A região é avaliada pelo Ministério da Saúde como de elevado risco.

27
ago

Ligações de orelhões serão de graça em 282 municípios paranaenses

A operadora Oi está proibida de cobrar por ligações de telefones fixos feitos a partir de seus orelhões, em 1.724 municípios brasileiros de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No Paraná, 282 cidades estão nessa lista.

Matéria completa da Gazeta do Povo

282 municípios do Paraná vão usar orelhões de graça

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) proibiu a operadora Oi de cobrar por ligações para telefones fixos feitos a partir de seus orelhões, em 1.724 municípios do país. A proibição vale de hoje até 31 de outubro. No Paraná, 282 municípios estão na lista, entre eles Ponta Grossa, Almirante Tamandaré, Campo Margo e Balsa Nova, entre outros. Em algumas localidades – no Paraná, apenas em Piraquara, Rolândia e Flor da Serra do Sul –, a proibição é mais longa: vale até 31 de dezembro. Veja a lista completa das localidades na internet, no endereço bit.ly/RjIsuZ. Para fazer as ligações gratuitas, bastará o usuário tirar o telefone do ganho e discar. Se usar o cartão, o crédito não será debitado.

A decisão foi tomada porque a operadora não conseguiu cumprir as metas de qualidade nos telefones de uso público, que era de ter 90% dos aparelhos em funcionamento em 30 de junho. A Oi alcançou 86%. A gratuidade pode ser prorrogada caso o índice não atinja a meta no fim de outubro. As cidades onde a punição vai até dezembro têm uma deficiência adicional: lá o número de orelhões é inferior ao mínimo exigido, que é quatro aparelhos para cada 1 mil habitantes.

Em comunicado, a Oi atribui o não-cumprimento das metas ao atraso na entrega de 135 000 equipamentos por parte de fornecedores nacionais e também a intempéries climáticas. A empresa alega que “voluntariamente ofereceu gratuidade no uso de orelhões” nas cidades onde a meta não foi atingida. A Oi compromete-se, ainda, a substituir 252 mil aparelhos no período 2012/2013. A Oi é a maior operadora de telefones públicos do país, com um parque que soma 760 mil orelhões em 4 mil municípios.

24
ago

DNIT fará obras em rodovias do Paraná

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) incluiu em seu programa de licitação obras de restauração, duplicação, construção de ponte e pavimentação de estradas do estado até 2013.  O orçamento previsto é de R$ 16 bilhões para 8 mil quilômetros de estradas.

Matéria completa da Gazeta do Povo

Rodovias federais no Paraná receberão obras do DNIT

Orçamento previsto é de R$ 16 bilhões para licitações em 8 mil Km de estradas. No Paraná, previsão é que o custo total das obras, segundo o governo do estado, fique em R$ 2 bilhões

Rodovias federais que cortam o Paraná foram incluídas em um programa de licitação de obras do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Serão licitadas obras de restauração, duplicação, construção de ponte e pavimentação de estradas no estado até o ano de 2013. O anúncio foi feito na terça-feira (21), em Brasília.

De acordo com o DNIT, o orçamento previsto é de R$ 16 bilhões para licitações em 8 mil quilômetros de estradas no país. Ao todo, 19 estados foram contemplados com o programa do DNIT. Os processos de licitação começam a ser feitos neste mês de agosto em todo o Brasil. Todos os procedimentos de 2012 serão feitos pelo Regime Diferenciado de Contratação (RDC).

No Paraná, a previsão é que o custo total das obras nas estradas federais, segundo o governo do estado, fique em R$ 2 bilhões. A primeira licitação no estado será aberta, de acordo com o DNIT, em outubro de 2012, para a construção da segunda ponte que vai ligar Foz do Iguaçu ao Paraguai – uma extensão da BR-277. Em dezembro será a vez da publicação do edital de obras de pavimentação em 103 quilômetros da BR-158, entre as cidades de Palmital e Campo Mourão.

Em 2013, as licitações serão feitas por meio da Contratação Integrada, quando o governo faz um projeto básico para que, a partir dele, uma empresa seja contratada para realizar a obra. Entre janeiro e fevereiro do próximo ano, será publicado o edital de licitação de 130 quilômetros da BR-487, conhecida como Estrada da Boiadeira, e que liga a cidade de Ivaí até a divisa do estado com Mato Grosso do Sul.

Entre maio e junho, a BR-163 terá licitação para duplicar 40 quilômetros, em trecho que vai do município de Toledo até Marechal Cândido Rondon. Na mesma rodovia, será publicado edital para a construção de uma travessia urbana de 5,6 quilômetros, também em Marechal Cândido Rondon.

Segundo o governo do Paraná, uma quinta rodovia, a BR-153, também terá edital publicado em maio e junho. Serão feitas obras complementares da rodovia na cidade de Ventania e uma trincheira na cidade de Tibagi.

24
ago

Abertura de plantio no Paraná é antecipado e um terço será semeado

Em meio ao período em que a colheita dos paranaenses sofreu com o clima deste ano, os produtores do Estado vão puxar um terço do plantio da soja 21012/13 para o início da temporada e dependendo de como estiver o tempo e a disponibilidade de máquinas, cerca de 1,5 milhão de hectares deverá ser semeado até o fim de setembro.

Essa antecipação se dá devido à animação do produtores com os preços das commodities agrícolas. As regiões que apostam na safra de milho, cultivada durante o inverno, deve ser a que irá liderar a largada da safra 2012/13.

Matéria completa da Gazeta do Povo

Paraná deve semear um terço da área da soja na abertura do plantio

Produtores darão largada ao cultivo daqui a um mês. Primeira investida deve cobrir 1,5 milhão de hectares de sementes

Confiantes no clima, os agricultores paranaenses vão puxar um terço do plantio da soja 2012/13 para o início da temporada, avalia a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). Dependendo do clima e da disponibilidade de máquinas, perto de 1,5 milhão de hectares deve ser semeado antes do fim de setembro. O zoneamento agroclimático autoriza o plantio a partir do dia 21, daqui um mês.

A antecipação reflete o ânimo do campo com os preços das commodities agrícolas (leia entrevista na página 2), embalados pela quebra histórica na colheita dos Estados Unidos. Segundo a Ocepar, a concentração do plantio no início do ciclo foi adotada em 1,4 milhão de hectares em 2010/11 e será acentuada.

Plantando a soja mais cedo, os agricultores antecipam a colheita da oleaginosa e ganham tempo para o plantio, na sequência, de milho de inverno. A meta final é retirar o cereal do campo também antecipadamente, reduzindo danos de possíveis geadas.

Essa estratégia não garantiu boa produtividade à soja na última safra. Além de antecipado, o plantio foi concentrado no início da temporada, o que acabou potencializando o impacto da seca nas lavouras paranaenses. O rombo na produção foi de mais de 4 milhões de toneladas, conforme levantamento do núcleo de Agronegócio da Gazeta do Povo. As estimativas preliminares da safra apontavam potencial de colheita de 14,9 milhões de toneladas, que acabaram totalizando 10,8 milhões de toneladas.

Neste ano, porém, os prognósticos climáticos indicam que o estado estará sujeito a riscos menores. Isso porque os meteorologistas confirmam a ocorrência do fenômeno El Niño, normalmente sinônimo de safra cheia, com chuvas boas e bem distribuídas.

O assessor técnico da Ocepar, Robson Mafioletti, recomenda, porém, que os agricultores façam o plantio escalonado e com sementes de ciclo precoce (115 dias), conforme o solo e a época de semeadura. “Quem plantar no segundo decêndio de setembro, mas com variedades superprecoces, pode ter problema. Essas sementes devem ser utilizadas por quem plantar em outubro”, esclarece o agrônomo.

No Paraná, existem aproximadamente seis variedades voltadas ao plantio antecipado, que ocupam 70% do terreno destinado ao cultivo de soja. Boa parte delas tem hábito de crescimento indeterminado, uma tecnologia que permite a retomada de crescimento da planta mesmo após um período de seca. A escolha da semente foi, aliás, o que impediu maior quebra na produção do estado na última temporada, avaliam técnicos consultados pela reportagem.

As regiões que devem liderar a largada da safra 2012/13 são as que tradicionalmente apostam na segunda safra de milho, cultivada durante o inverno – Oeste, Norte e Noroeste do estado. Juntas, devem reservar 3 milhões de hectares à soja.

Uma portaria do zoneamento agroclimático publicada no Diário Oficial da União na semana passada autoriza o início do plantio a partir de 21 de setembro na maior parte dos municípios dessas regiões.

Compra de última hora oferece risco

O risco de atraso na entrega de fertilizantes ronda o agricultor que deixou para fazer a compra na véspera do plantio da safra de verão. Como a procura está alta e parte do fertilizante está retida no Porto de Paranaguá, devido ao grande volume a ser descarregado ao acúmulo de serviço, a distribuição tende a se estender até novembro.

“Pode ocorrer de algum produtor que não fez o pedido na cooperativa, ou que vai precisar de uma quantidade adicional, ter dificuldade na retirada”, ressalta gerente de Fertilizantes da cooperativa Integrada, Edson Arthur de Oliveira, que atua em Londrina.

O responsável pela área de adubo da Castrolanda Edson Martins faz a mesma previsão. Segundo ele, quem não antecipou a compra, como fez a maioria, pode encontrar problema na limitação de fertilizante disponível no mercado.

“Quem não antecipou e hoje entrar comprando grandes volumes para a safra de verão deve ter grandes problemas com a limitação das fábricas, com entregas muito próximas do plantio. É grande a possibilidade de falta de produto na indústria”, reforça.

De acordo com informações da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), dos 113 navios na fila de espera para atracar, 48 estão carregados com fertilizantes. Há casos de embarcações aguardando desde o dia 21 de junho. “Historicamente, os meses de agosto e setembro são muito concorridos no porto”, afirma Oliveira.

Insumos

Planejamento garante o preparo da terra

Carlos Guimarães Filho e Maria Gizele da Silva, da sucursal de Ponta Grossa

A compra antecipada de fertilizante pelas cooperativas permite aos produtores do Paraná antecipar o cultivo de verão de soja, milho e feijão mesmo com filas para descarga de insumos no Porto de Paranaguá. A avaliação parte de levantamento realizado pelo Núcleo de Agronegócio da Gazeta do Povo junto às cooperativas do estado. O setor informa ter colocado em prática a estratégia de compra planejada e afasta o risco de problemas para atender os cooperados, mesmo contando com crescimento da produção.

“Compramos grande parte do fertilizante antecipadamente e estamos realizando a distribuição para que os produtores armazenem em suas propriedades. A maioria está ciente do risco de apagão logístico”, disse Edson Martins, responsável pela área de fertilizantes da Castrolanda, em Castro, nos Campos Gerais. A cooperativa comprou 65 mil toneladas de adubo, para 128 mil hectares.

Nos últimos meses, diante da fila de mais de 100 navios em Paranaguá, o setor admitiu que havia risco de os produtores ficarem sem insumos no início do plantio de verão. Além do Paraná, outros cinco estados – Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo e Minas Gerais – dependem do Porto para importar adubo.

A distribuição dos fertilizantes também foi acelerada. “80% dos pedidos já foram entregues aos produtores”, contou Edson Arthur de Oliveira, gerente de fertilizantes da cooperativa Integrada, em Londrina.

Para não correr risco, o agricultor Claudio Henrique Kugler está com o insumo que será utilizado no plantio de 1,6 mil hectares de milho, soja e feijão no barracão da propriedade, localizada em Piraí do Sul, desde a primeira quinzena de julho. Ele antecipou a compra em abril e, por isso, não sofreu atrasos na entrega. Agora, falta apenas o adubo de cobertura, que será aplicado entre outubro e novembro.

Reportagem: Cassiano Ribeiro